Atenção sustentada, alternada ou dividida ?
- Cristiane Souza

- 23 de jan.
- 2 min de leitura

* Na prática: É a capacidade de uma criança ou adolescente se manter focado em uma tarefa por um longo período, como terminar um dever de casa de matemática, ler um capítulo inteiro de um livro ou completar um exercício de fixação.
* Desafio: Alunos com dificuldades em atenção sustentada podem se cansar rapidamente, desistir de tarefas antes de concluí-las ou ter o desempenho caindo com o tempo. Isso é muito comum em diagnósticos como o TDAH.
* Intervenção: Dividir tarefas grandes em partes menores e mais gerenciáveis, usar temporizadores para blocos de foco (como a técnica Pomodoro adaptada para crianças), e intercalar períodos de estudo com pausas ativas.
Atenção Alternada: A flexibilidade cognitiva.
* Na prática: É a capacidade de "mudar o foco" entre duas ou mais tarefas. Por exemplo, a criança que precisa copiar a lição do quadro para o caderno e, ao mesmo tempo, ouvir as instruções do professor sobre a próxima atividade.
* Desafio: Dificuldades nesse tipo de atenção podem fazer com que a criança se perca ao alternar entre atividades, cometendo erros de transição ou ficando "presa" em uma delas.
* Intervenção: Exercícios de alternância de foco, como jogos que exigem mudanças rápidas de regras, ou atividades que combinam diferentes tipos de habilidades, como seguir uma receita culinária.
Atenção Dividida: A famosa multitarefa.
* Na prática: É a habilidade de realizar duas tarefas simultaneamente, como desenhar e ouvir uma história, ou participar de uma discussão em grupo enquanto faz anotações.
* Desafio: Diferente do mito popular, nosso cérebro não é eficiente em multitarefas. Na realidade, ele alterna o foco rapidamente. A dificuldade na atenção dividida leva a um desempenho pobre em ambas as tarefas e um cansaço mental muito maior.
* Intervenção: A melhor abordagem é desencorajar a multitarefa! Ajude o aluno a focar em uma coisa de cada vez. Ensine a priorizar e a concluir uma atividade antes de começar a próxima. Isso eleva a qualidade do trabalho e a concentração.
Entender esses tipos de atenção nos permite ir além do "ele não presta atenção" e construir intervenções mais precisas e empáticas. A nossa missão é transformar a dificuldade em estratégia, e o potencial em resultado!
Que outros desafios você tem encontrado na sua prática que poderíamos abordar?
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